Os Ministros e a Lava Jato Parte III

alexandre-de-moraes-temerDessa vez é com o Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.

Foi encontrada com um dos principais executivos da JHSF, empresa do setor imobiliário, uma planilha com o nome “Alexandre Moraes”, além de valores e duas siglas, PT e PSDB. Isso foi no dia 16 de agosto. O nome de Moraes estava associado à palavra Parkbem, antigo nome de uma empresa de estacionamentos do grupo JHSF.

Na planilha constavam três pagamentos que somavam R$ 1 milhão – todos no ano de  2011. A defesa da JHSF ficou de apresentar os documentos fiscais dos pagamentos, que seriam “honorários advocatícios” e dias depois, enviou recibos ou notas fiscais, sem mais detalhes dos serviços realizados. Nesse meio tempo, os investigadores descobriram outras planilhas que apontaram um total de R$ 4 milhões à firma do ministro.

Alexandre de Moraes, disse, em nota, que está impossibilitado de explicar os serviços que prestou à JHSF Participações devido a “cláusula de confidencialidade” com seu cliente, para o qual afirmou ter trabalhado entre o segundo semestre de 2010 e final de 2013. “Durante esse período, houve vários contratos de prestação de serviços advocatícios com o pagamento de honorários e emissão das respectivas notas fiscais, devidamente registrados pelo escritório e pela empresa”, disse.

Cabe lembrar que à época Alexandre de Moraes NÃO EXERCIA cargo público e o fato de ter recebido remuneração por parte da JHSF não prova que seja fruto de corrupção (até porque, estando fora da esfera pública, que corrupção?). A JHSF afirma que a atuação de Moraes foi como a JHSF diz que o ministro atuou como advogado e consultor jurídico.

Certamente isso será apurado. E quem não deve não teme.

 

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