Operação Boca Livre: Quem Roubava com a Lei Rouanet?

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Quando o Presidente em Exercício Michel Temer voltou atrás na extinção do Ministério da Cultura o povo ficou desanimado: tinha-se ido a esperança de acabar com a farra dos produtores e artistas que mamavam na Lei Rouanet e enriqueciam por isso. Ledo engano! O Ministério da Cultura voltou, sim, mas a mamata VAI acabar.

Hoje a Polícia Federal executou a Operação Boca Livre. A Operação desarticulou um grupo que atuava no Ministério da Cultura desde 1991 e que conseguiu aprovação de R$ 180 milhões em projetos fraudulentos com recursos da lei – o NOSSO dinheiro sustentando vagabundo, isso mesmo!

A Polícia Federal é categórica ao afirmar que a fiscalização que deveria ter sido feito em relação à Lei Rouanet foi inexistente ou, no mínimo, totalmente pífia. Como afirmou a procuradora Karen Kahn: “A verdade é que todos os projetos eram captados por parte desse grupo, que inclusive apresenta traços bastante assemelhados a uma organização criminosa. Vários desses projetos eram captados ou a sua maioria com superfaturamentos. E a diferença desses valores, desse superfaturamento, eram revertidos em valores do próprio grupo e para aqueles patrocinadores que se utilizam desses valores para sua autopromoção como empresas”

Entre superfaturamento, notas fiscais falsas, contrapartidas ilícitas e projetos duplicados, a farra com dinheiro público englobou mais de 250 projetos.

14 pessoas foram presas – infelizmente nenhum ‘famoso’ – entre eles os donos da produtora Bellini Cultural e o produtor cultural Fábio Ralston. 37 mandados de busca e apreensão foram cumpridos por 137 policiais federais em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasilia. O inquérito, instaurado em 2014, lei-rouanet-vira-alvo-da-policia-federal_765389tem entre seus principais alvos o Ministério da Cultura,o escritório Demarest Advogados, a empresas Scania, Roldão, Intermédica Notre Dame, Laboratório Cristalia, KPMG, Lojas CEM, Nycomed Produtos Farmacêuticos e Cecil.

Perguntada sobre a vinculação do nome de artistas famosos às prisões, a Policia Federal alega ser muito difícil provar que os artistas estavam cientes do mal feito de seus produtores – o que significa que os ‘famosos’ provavelmente vão escapar dessa, a não ser que um dos produtores resolva fazer delação premiada. Resta torcer. Caso aconteça, não está fora de questão que venhamos a nos surpreender com nomes bem conhecidos do público brasileiro…

Queriam o MinC de volta? Ok! Mas a mamata, essa vai acabar!

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