Lava Jato: Toffoli Quer Soltar Paulo Bernardo

Mal deu para comemorarmos e já vem má notícia. Preso na quinta feira (23) em decorrência da Operação Custo Brasil da Polícia Federal, o ex-ministro dos governos Lula e Dilma e marido da senadora Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo, poderá ser solto ainda hoje.

O ministro Dias Toffoli, do STF, atendeu hoje, dia 28, uma das solicitações da devesa do ex-ministro e revogou sua prisão preventiva, alegando que houve um “flagrante constrangimento ilegal” na prisão do ex-ministro. Ele alega que a decisão do juiz federal de primeira instância de mandar prender o petista se baseia, “de modo frágil”, na conclusão pessoal de que, em razão de ser ex-ministro e ter ligação com outros investigados e com a empresa suspeita de ter cometido as irregularidades, Paulo Bernardo “poderia interferir na produção de provas”.

Uma tristeza que o STF aja dessa maneira absurda, interferindo em uma operação policial apenas porque o investigado é ex-ministro e marido de uma senadora. Uma decisão desse impacto deveria, no mínimo, ter sido levada a plenário.

No mesmo despacho Toffoli negou o pedido da defesa para que o caso fosse encaminhado ao STF, pois estaria ligado à esposa de Bernardo, que tem foro privilegiado.

Antes de expedir um mandado de soltura para o investigado, no entanto, a Justiça Federal pediu uma manifestação do Ministério Público sobre o caso. A justiça deve avaliar se serão usadas medidas como prisão domiciliar ou tornozeleira eletrônica.

Já que o sr Toffoli pelo jeito morre de medo de se comprometer, quem sabe podemos contar com o bom senso da Justiça….

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