Lava Jato: Janot Denuncia Gleisi Hoffmann

E pra quem, como nós, tomou nojo de tanto assistir a excelentíssima Senadora Gleisi Hoffmann vomitar besteiras e se fazer de pura na Comissão de Impeachment, esse sábado foi doce. Inspirado para denunciar bandidos ultimamente, Rodrigo Janot, Procurador Geral da República, fez bem seu trabalho e denunciou Gleisi e seu marido, ex-Ministro do Planejamento e das Comunicaçōes, Paulo Bernardo. Também entrou na roda o empresário Ernesto Kugler, amigo do casal.

Os três são acusados de lavagem de dInheiro e corrupção passiva, por ter recebido dinheiro originário da Petrobrás durante a campanha de Gleisi para o senado no ano de 2010. Janot garante haver material suficiente nas delaçōes premiadas para indiciamento e posterior condenação dos acusados. 

A denúncia agora vai ser submetida por Teori Zavascki à segunda turma do STF. Sendo aprovada, os acusados tornam-se réus (no Supremo, pois Gleisi tem foro privilegiado por ser Senadora) e se inicia a coleta de provas e testemunhas. Em seguida, o Supremo irá julgar e inocentar ou condenar Gleisi, que é acusada de colocar as mãos na “bagatela” de R$1.000.000 (com todos esses zeros mesmo…) em propina para sua campanha, a pedido do marido, então Ministro.

Gleisi já havia sido indiciada pelo mesmo motivo pela Polícia Federal, mas o indiciamento havia sido contestado por causa de seu forum privilegiado. Agora, com Janot, Gleisi não tem como se esconder atrás de seu cargo. 

Em resposta à denúncia, a defesa da Senadora divulgou a seguinte nota: 

É com inconformismo que recebemos a notícia de que o PGR apresentou denúncia em desfavor da senadora Gleisi Hoffmann. 

Todas as provas que constam no inquérito comprovam que não houve solicitação, entrega ou recebimento de nenhum valor por parte da Senadora. A denúncia sequer aponta qualquer ato concreto cometido. Baseia-se apenas em especulações que não são compatíveis com o que se espera de uma acusação penal. 

São inúmeras as contradições nos depoimentos dos delatores que embasam a denúncia, as quais tiram toda a credibilidade das supostas delações. Um deles apresentou, nada mais, nada menos, do que seis versões diferentes para esses fatos, o que comprova ainda mais que eles não existiram. 

Ao apagar das luzes, depois de um ano e meio da abertura do inquérito, uma terceira pessoa aparece disposta a dizer que teria realizado a suposta entrega de valores, numa nova versão que foge de qualquer raciocínio lógico. Vale lembrar que esta pessoa é amigo/sócio/ funcionário de Alberto Youssef, o que comprova ainda mais a fragilidade das provas e se vale do mesmo advogado de Alberto Youssef para fazer sua delação. 

Rodrigo Mudrovitsch e Veronica Abdala Sterman

A gente acredita, Gleisi. É tudo golpe, né?

#not.

Tomara que apodreça na cadeia.

error: Conteúdo Protegido!