Jose Eduardo Cardoso Defende Dilma do Impeachment

Hoje José Eduardo Cardoso, Advogado Geral da União, compareceu à Comissão de Impeachment para – tentar – defender o cargo de Dilma Roussef.

Foi uma loooooooonga sessão. Chata. Repetitiva. Maçante. E inútil.

Inútil porque a despeito da excelente retórica do Advogado Geral da União (sim, ele fala bem, extremamente bem) nada se acrescentou que possa “livrar a cara” da PresidAnta. É bem mais fácil ela ter a pele salva vendendo cargos do que pelas argumentações do Ministro.

Basicamente o que se viu foi um longo desfiar de desculpas e alegações. Ele começa dizendo que Dilma não pode ser responsabilizada por atos não inerentes a seu cargo. Colou? Não. Então ele alega que a abertura do processo de impeachment foi vingança de Eduardo Cunha. Deu pra acreditar? Não né. Então ele diz que a defesa tinha que ter sido a primeira convocada e que o rito está desobedecendo o STF. Também não colou. Daí ele parte pra dizer que Dilma “nåo fez por mal”, ou seja, que não houve dolo. Como essa também ficou meio difícil de engolir ele finalmente começou a jogar a culpa em todo mundo menos nela: nos técnicos que elaboraram os decretos, no Ministro da Economia, na mãe, no pai, no tio e no cachorro.

Em resumo, forneceu mais ou menos umas sete desculpas diferentes, ao gosto do cliente, mas explicar mesmo não explicou nada. Falou um monte de juridiquês com alguns exemplos tirados do dia a dia do brasileiro médio – de novo exemplos de supermercado, feira, etc, analogias que só fariam sentido se os cidadadãos usados como exemplo fossem donos do supermercado em questão.

Após 2h de argumentos, uma coisa é certeza: se o impeachment for detido vai ser bem menos por causa dessa defesa fraquíssima e bem mais por causa da grana e cargos que o PT está distribuindo abertamente no congresso.

Data vênia Sr Advogado, podia ter ficado em casa.

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