Economia: O Começo do Fim da Petrobras

Enquanto nós nos entretemos com lhamas cuspidoras e senadores tentando postergar o início do processo de impeachment, a situação da economia brasileira só vai piorando. Hoje uma notícia que passou quase desapercebida deixou os investidores assustados e os comentaristas de economia em polvorosa: um juiz americano autorizou investidores lesados a processar a Petrobras em grupo. 

O juiz Jeff Rakoff, de Manhattan, declarou que as reinvindicaçōes de dois grupos de investidores são semelhantes e justificam a medida. O primeiro grupo,, chefiado por Universidades Superannuation Scheme de Liverpool, na Inglaterra, é formado por investidores que compraram ativos mobiliários da Petrobras entre janeiro de 2010 e julho de 2015. O segundo, liderado pelo tesoureiro da Carolina do Norte e o Sistema de Aposentadoria dos Empregados do Havai, é formado por um nvestidores que compraram títulos da dívida entre 2013 e 2014. 

As acusaçōes contra a Petrobras incluem o fornecimento de informaçōes mentirosas sobre a situação da empresa “desvirtuando fatos e não informando a cultura de corrupção na companhia que consistiu em um esquema multibilionário de suborno e lavagem de dinheiro” e também supervalorização de suas propriedades e equipamentos em seu balanço anual, além de que “quantias superfaturadas pagas em contratos foram contabilizadas como ativos no balanço. Essas quantias foram superfaturados porque a Petrobras inflou o valor de seus contratos de construção“. 

A partir desses novos processos, podemos dizer que a situação da Petrobras complica-se significativamente, pois a empresa dificilmente terá condiçōes de saldar as dívidas caso esses processos tenham ganho de causa – o que é bastante provável que aconteça. A estatal aproxima-se rápida e inexoravelmente de um triste fim, o que terá um profundo e irreversível impacto em nossa economia.

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