Depoimento de Dilma: Como Será?

dilmalulaCom menos de 24 horas restantes até o mais esperado evento dos últimos tempos (tá, o mais esperado vai ser o dia da votação, onde ela perde o cargo de vez, mas temos que chegar lá primeiro…), o depoimento de Dilma parece estar combinado, acertado, arranjado.

Ou quase.

Ainda existem divergências entre os aliados da PresidAnta. Enquanto Vanessa Grazziotin, por exemplo, (tenho um ódio visceral por essa mulher……. será que sou a única???) acha que Dilma deve sair chamando todo mundo de golpista, outros aliados como Humberto Costa afirmam que ela deve adotar um tom duro, mas evitar recriminar os senadores ou acusá-los de golpistas (tática inteligente, afinal você pega mais moscas com mel e se quer o apoio de alguém dificilmente vai conseguir xingando e acusando…).

O fato é que circulam os rumores de que Dilma fará um discurso emocional. Difícil acreditar, de certa maneira, sendo que em todos os anos que permaneceu no comando do país ela dificilmente revelou-se emocional. Mas esse foi o conselho que recebeu de seus aliados e advogados. Creio que podemos nos preparar para ouvir um bocado sobre como ela sofreu e foi torturada durante a ditadura (coisa a ser debatida, pois existem aqueles que afirmam que isso é mentira) e como está sofrendo com a situação atual, tentando sensibilizar um ou dois e ‘virar’ alguns votos.unnamed-file-2

A logística será a seguinte: a sessão deve começar às nove da manhã. Dilma fará um pronunciamento de trinta minutos (mas não poderá ser interrompida se ultrapassar o tempo… a não ser que Lewandowski resolva). Após o pronunciamento, Dilma receberá perguntas da acusação, da defesa e dos senadores, mas só responderá se quiser. Aliados afirmam que ela tenderá a respondê-las.

46 dos 81 senadores já haviam se inscrito para fazer perguntas a Dilma nesse sábado. Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, seria o primeiro a falar, mas acabou fazendo um acordo com Katia Abreu, do PMDB e amiga pessoal de Dilma, que tomará seu lugar. A lista até esse momento é a que se segue (mas poderá mudar até segunda feira):

– Katia Abreu (PMDB – GO)
– Ana Amélia (PP-RS)
– Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
– Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
– Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
– Simone Tebet (PMDB-MS)
– Paulo Bauer (PSDB-SC)
– José Medeiros (PSD-MT)
– Aloysio Nunes (PSDB-SP)
– Lasier Martins (PDT-RS)
– Antonio Anastasia (PSDB-MG)
– Ronaldo Caiado (DEM-GO)
– Lídice da Mata (PSB-BA)
– Waldemir Moka (PMDB-MS)
– Hélio José (PMDB-DF)
– Gleisi Hoffmann (PT-PR)
– Eduardo Amorim (PSC-SE)
– Cidinho Santos (PR-MT)
– Armando Monteiro (PTB-PE)
– José Aníbal (PSDB-SP)
– Acir Gurgacz (PDT-RO)
– Jorge Viana (PT-AC)
– Paulo Paim (PT-RS)
– Aécio Neves (PSDB-MG)
– Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
– Álvaro Dias (PV-PR)
– Lindbergh Farias (PT-RJ)
– Tasso Jereissati (PSDB-CE)
– Roberto Rocha (PSB-MA)
– Pedro Chaves (PSC-MS)
– Regina Sousa (PT-PI)
– Humberto Costa (PT-PE)
– Roberto Requião (PMDB-PR)
– Lucia Vânia (PSB-GO)
– Angela Portela (PT-RR)
– Antonio Reguffe (Sem partido-DF)
– José Agripino Maia (DEM-RN)
– Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
– Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
– José Pimentel (PT-CE)
– Paulo Rocha (PT-PA)
– Fátima Bezerra (PT-RN)
– Cristovam Buarque (PPS-DF)
– Magno Malta (PR-ES)

As regras são simples: Os senadores fazem suas perguntas e Dilma tem o direito de escolher se responde ou não. Mesmo que responda, não existe direito à réplica. Se algum senador sentir-se pessoalmente ofendido por alguma colocação de Dilma, deverá pedir direito de resposta, que será avaliado por Ricardo Lewandowski. Assim como os senadores, a acusação e a defesa também poderão fazer perguntas. As mesmas regras se aplicam.

Dilma requisitou de Lewandowski que fosse autorizada a levar sua própria ‘platéia’ para o depoimento. Sua intenção era levar um grupo de 33 pessoas para assistir, mas o presidente do STF e do processo autorizou apenas 20, estendendo o mesmo direito à acusação. Dilma levará puxasacos oficiais como seus ex-ministros Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia; Defesa; e Esporte), Aloizio Mercadante (Educação), Eugênio Aragão (Justiça), Jaques Wagner (Casa Civil), Miguel Rossetto (Secretaria-Geral), Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo).
Os ex-assessores especiais de Dilma Giles Azevedo e Sandra Brandão também a acompanharão, além de Lula. Janaina Paschoal, esperta como ela só, recrutou o apoio dos movimentos sociais pró impeachment e levará expoentes destes, como Kim Kataguiri, do Movimento Brasil Livre (MBL), Rogério Chequer, do Vem pra Rua e Carla Zambelli, porta-voz do NasRuas, que, em outubro do ano passado, chegou a se algemar a outras pessoas em volta de uma coluna do Salão Verde da Câmara dos Deputados para pressionar o então presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a abrir o processo de impeachment. A elaboração da relação de convidados está a cargo do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que prefere divulgá-la somente quando todos tiverem confirmado presença.

Aparentemente a troca não será muito boa pra Dilma, afinal pode-se apenas imaginar a pressão que a presença dos ativistas terá em cima dos senadores ‘indecisos’, certo???

Os convidados de ambos os lados ficarão na galeria, espaço reservado até esse momento à imprensa, e não no plenário.

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Vencida essa etapa, acredita-se que teremos a votação final no dia 30 de agosto e ela poderá se estender durante a noite até o dia 31. Michel Temer tem uma viagem mercada para o Japão no dia 30, para uma reunião da Cúpula do G20, e deseja comparecer já como presidente efetivo. Pessoas próximas ao presidente interino afirmam que ele só pretende viajar após assinar seu termo de posse definitiva, portanto ele poderá atrasar sua viagem em algumas horas se a sessão de votação estender-se durante a madrugada. Parece bobagem, mas Temer apresentar-se como presidente de fato, e não interino, realmente seria importante para dar confiança no exterior sobre o processo de recuperação do nosso país.

É esperar pra ver. Está acabando!!!!

Tchau Querida!

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