Chegou a Hora do Lindbergh!

lindbergfariasefe

É golpe mesmo, Lindinho……

Quem viu o Senador Lindbergh Farias tão combativo durante o processo de impeachment, chamando os outros de ‘desclassificado’ e enchendo a boca pra apoiar a colega Gleisi Hoffman quando ela disse que ninguém lá tinha moral pra julgar a PresidAnta achou que o garoto era danado de bom né?

Né?

Agora Lindinho (como diz o renomado guru Magno Malta) está pagando pela visibilidade: A justiça do Rio de Janeiro acaba de decretar a indisponibilidade dos seus bens.

Mas por queeeeeee??? Ele que é tão bom, tão virtuoso, tão inocente?

Pra quem não sabe, nosso amigo Lindinho, além de ter sido líder da UNE durante o Fora Collor (onde Lula o ‘pescou’ como seu seguidor), foi prefeito de Nova Iguaçu em 2009. O fato é que a administração de Nova Iguaçu nesse ano está sendo julgada por improbidade administrativa devido ao que seria a contratação irregular de empresas de coleta de lixo no município. O ministério público do Rio, então, pediu a indisponibilidade dos bens como medida preventiva para indenizar eventuais prejuízos que o município possa ter tido com a ‘boa’ administração do valoroso Senador.

Como vários dos seus pares, Lindbergh teria montado um esquema para beneficiar uma empresa. O esquema também envolvia o ex-prefeito do município e mais três assessores da prefeitura. A tal da empresa beneficiada teria sido contratada em medida de urgência – portanto sem licitação – para prestar serviços de coleta no período de seis meses. O valor mensal do contrato era de R$ 2.356.656,85 – em seis meses, R$ 14.139.941,10.

Já que o esquema funcionou, em 2009 outras duas empresas foram contratadas do mesmo modo. O total gasto pela prefeitura de Nova Iguaçu com serviços de limpeza naquele ano com as três empresas teria sido de R$ 40.229.887,62.

No despacho que bloqueia os bens de Lindbergh, a juiza Marianna Medina Teixeira diz “os fatos narrados na inicial envolvem valores expressivos, o que, sem dúvidas, gerou danos ao patrimônio público, e consequentemente à coletividade, impondo, assim, com base em tudo o que foi aduzido na fundamentação desta decisão, a decretação da medida liminar requerida pelo órgão ministerial”. “Ante o exposto, defiro a medida cautelar pleiteada e decreto a indisponibilidade dos bens móveis e imóveis dos demandados qualificados na exordial, até o limite do valor total dos contratos”.

É Lindinho, o bicho pegou… será que era melhor ter ficado mais quietinho e não aparecido tanto?

error: Conteúdo Protegido!